ORAÇÃO E PERSUASÃO

Pode-se dizer que o orador é aquele que pode abrir algumas das quatro portas que estão no homem: a do coração, para motivá-lo; a da vontade, para persuadi-lo; o da inteligência, para convencê-lo; e o da imaginação, para elogiá-lo?
Como podemos construir uma comunicação persuasiva? Como usar o conhecimento dos processos cerebrais para influenciar significativamente o nosso interlocutor, como gerar soluções comuns e alcançar os resultados desejados?
Um dos mais importantes poderes de comunicação é a sua capacidade de influenciar, bem como causar mudanças nas pessoas e nas sociedades.

A influência da comunicação está presente em todas as nossas atividades cotidianas, mas destaca a transcendência que os grandes líderes alcançaram com suas idéias, decisões e convicções, que mudaram as formas de pensar e agir de muitos homens e mulheres. Aquele poder que por meio de símbolos verbais e comportamento não-verbal influencia a vida das pessoas e das sociedades é conhecido como persuasão.

A palavra persuadir vem do suadere, suadvis e dessas palavras, dos suados remotos, o que significa atrair a alma do ouvinte. A persuasão convence a razão e move a vontade. Os propósitos gerais da persuasão são: motivar, convencer e refutar; Segundo eles, discursos persuasivos de motivação, convicção e refutação surgem.

Unidos aos propósitos persuasivos estão os meios para persuadir ou o que, segundo Aristóteles, é conhecido como os três elementos-chave do falante: logos, pathos e ethos.

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OS ELEMENTOS PODEROSOS DA PERSUASÃO:

Logotipos:

É o componente racional: para dar credibilidade e demonstrar nossas afirmações, é necessário argumentar. Podemos definir logotipos? lógica – como o processo através do qual, partindo de certas premissas, uma certa conclusão é alcançada.

Pathos:

Apela às emoções, ao que não é cognitivo, às razões que, sem pensar, nos transformamos em decisões e ações. Sem a capacidade de atingir o coração do público, um discurso corre o risco de ser pouco incisivo.
As emoções representam outra forma de conhecimento e mudança, como assinala Borgna: “Conhecemos as coisas não apenas com a razão abstrata e calculista, mas também com as razões do coração.”

Quando há verdadeira emoção, nossas palavras, nossos olhos, nosso corpo, tudo prova isso. Portanto, o pathos é, em primeiro lugar, a emoção e a paixão que o falante experimenta com seu discurso, mas, ao mesmo tempo, a paixão e a emoção que se espalha para o público.

Ethos:

É a credibilidade, o conhecimento, a experiência e a categoria do apresentador. Também pode ser traduzido como a congruência entre o que é pensado e comunicado. Atualmente nos referimos ao ethos como autoridade.
O ethos nasce da credibilidade que o orador ganhou ao longo do tempo, mas corresponde acima de tudo à credibilidade que ele merece naquele momento com base no que ele diz e no que ele está enfrentando ao público.

Se nossos gestos e a expressão do rosto contradizem as palavras que falamos, nosso discurso não é apenas pouco convincente, mas falta credibilidade? (Quintiliano).
Lógica, emoção e autoridade são os elementos poderosos nos quais cada apresentação persuasiva é construída.

É importante ressaltar que, em todo discurso persuasivo, é prioritário fazer algumas considerações éticas, já que é considerado imoral o uso de técnicas de comunicação que vão contra as exigências morais de uma cultura; Considera-se injusto comunicar com a intenção de influenciar para prejudicar alguém ou manipular o público.

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