Casais transam mais nas férias

Você está louca para dar uma esquentada na relação embaixo dos lençóis? Então arrume as malas, pegue o amado e embarque em uma viagem de férias. Segundo a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, esse é um bom caminho para quem deseja melhorar sua vida sexual. Estatísticas de pesquisadores da área indicam que, quando sai de férias, um casal transa em média 50% a mais do que na sua rotina normal.

Viajar com o parceiro melhora o sexo?

mulher fazer mais sexo

– As férias facilitam a convivência, dão aos casais mais tempo para uma relação de maior qualidade e a vontade de fazer sexo mais frequentemente é uma consequência natural – explica a especialista.

Os benefícios, contudo, são exclusivos para casais em harmonia.

– Se é um casal que está em crise, quando ficarem mais tempo juntos a tendência é que eles passem a se desentender mais – alerta.

As atribuições de um cotidiano agitado e a consequente falta de tempo para o namoro afeta a vida de homens e mulheres. Dados da pesquisa Mosaico Brasil, coordenada por Carmita Abdo, revelam que somente 15,8% dos homens e 8,7% das mulheres consideram-se satisfeitos com sua vida sexual. Uma estatística preocupante, já que quase 100% dos entrevistados apontam o sexo como importante ou muito importante para a harmonia do casal.

Se no dia-a-dia o estresse e o cansaço com o trabalho são apontados como algumas das causas responsáveis por esfriar as relações amorosas, não é de se estranhar que longe dos problemas o romance aflore.

– A vida de homens e mulheres que vivem em grandes cidades costuma ser muito tumultuada. Trabalham fora, estudam, gastam uma, duas, às vezes até três horas no trânsito para se deslocarem de suas casas ao trabalho, onde permanecem, em média, de seis a 10 horas por dia, na maioria das vezes sob tensão. Além disso, ainda precisam se preocupar com as contas a pagar, em abastecer a geladeira, consertar algo que quebrou, acrescido ainda das preocupações com as necessidades dos filhos, que incluem escola, as amizades, roupas, saúde etc. Essa realidade corrida e o excesso de preocupações roubam na maioria das vezes o tempo e a energia necessários para viver a relação a dois e para investir em uma vida sexual satisfatória – analisa a psicóloga paulista Arlete, especialista em terapia sexual.

Não é à toa que lua-de-mel é praticamente um sinônimo de viagem a dois. Para namorar – não importa qual o status oficial da relação – nada melhorar do que fazer coisas diferentes, se afastar das preocupações, relaxar e aproveitar ao máximo a companhia do amado ou amada. Na equação do romance, ficar de pernas para o ar faz bem ao coração, ao sexo e, claro, à pele.

Vá para a cama com disposição

Férias é tudo de bom, mas só vem uma vez por ano. Para ficar satisfeito com sua vida sexual durante os 12 meses do calendário, o casal deve reorganizar a rotina e driblar o cansaço. É o que recomenda a psicóloga Arlete Gavranic, coordenadora dos cursos de pós-graduação em Terapia Sexual e Educação Sexual do ISEXP, de São Paulo.

– Deixar para ir deitar quando já se está cansado minimiza muito a possibilidade de o desejo surgir – exemplifica.

Segundo a especialista, o importante mesmo é valorizar o tempo que se passa com a pessoa amada, sem deixar de lado os encantos da paquera: mandar mensagens carinhosas no celular, investir nos momentos a dois, sair.

– Para os casados é imprescindível valorizar a construção dessa dinâmica na relação, e para os casais solteiros pode evitar acomodações futuras – diz.

Com o tempo e a intimidade, as palavras sussurradas ao pé do ouvido ao sabor de uma taça de vinho são trocadas por um papo menos convidativo ao romance: contas a pagar, problemas no trabalho, escola dos filhos, uma lista imensa de “coisas a resolver” que faz qualquer um sair do clima Sex in the City e mergulhar na Grande Família.

– Os casais usam as horas que passam juntos para resolver problemas domésticos. É preciso ter momentos de lazer a dois, que é o que conserva o relacionamento – resume a psiquiatra Carmita Abdo.

Incapacidade Ejaculatória, o que é

A Incapacidade Ejaculatória, também conhecida como Inibição Ejaculatória ou, ainda, como Ejaculação Retardada, é conceituada como a inibição específica do reflexo ejaculador, retardando a ejaculação ou tornando o ato difícil de acontecer (MASTERS, W. H. & JOHNSON, V. E., 1984).

Em geral, essa condição se limita à incapacidade de ejacular dentro da vagina, ocorrendo, normalmente, nos fenômenos masturbatórios.

incapacidade ejaculatoria

Trata-se de um distúrbio raro que, segundo Masters e Johnson (1984), atinge 3,33% da população clínica. E, como especialista em sexualidade humana, afirmo que as formas clínicas mais brandas são, relativamente, as mais frequentes.

A Incapacidade Ejaculatória não tem relação com a Insuficiência Erétil, uma vez que o indivíduo é capaz de manter uma ereção durante um longo período de tempo. Entretanto, devido às pressões sobre seu desempenho, em alguns casos, essa disfunção pode evoluir para um quadro de Disfunção Erétil secundária.

Muitas vezes, essa dificuldade em ejacular ou a incapacidade de fazê-la durante a relação sexual, é confundida com a Anorgasmia Masculina, mas, são realidades distintas: No caso da Anorgasmia Masculina, o homem ejacula, porém não sente as sensações de prazer orgásmico. Enquanto na Inibição Ejaculatória o homem pode permanecer até mais de uma hora numa relação sexual sem que consiga ejacular.

A Incapacidade ou Inibição Ejaculatória pode ser: Primária, quando o homem nunca vivenciou uma ejaculação durante relações coitais (forma mais frequente); ou Secundárias, quando ocorrem em determinados períodos da vida do homem.

Nesse último caso, a Incapacidade Ejaculatória é Situacional, salvo quando há homossexualidade associada, circunstância em que o indivíduo pode ser incompetente em relação à mulher, mas perfeitamente funcional em relação às pessoas de seu próprio gênero.

A Ejaculação Retardada pode ser desencadeada por várias causas, que precisam ser avaliadas, mas, em geral, têm causas psicológicas ou tem seus determinantes nela.

Masters e Johnson (1984) citam que 42% dos casos com Inibição Ejaculatória primária têm causas associadas à educação sexual castrativa, à ortodoxia religiosa e/ou ao desenvolvimento psicossocial traumático. Além disso, pode ocorrer, também, em homens que se preocupam em excesso com o prazer da(o) parceira(o) e/ou com ansiedades relacionadas ao tamanho de seu pênis. Mas, comumente são medos inconscientes relacionados à penetração.

Tratamento ou Procedimentos Terapêuticos

Não existem medicamentos nem tratamentos médicos para a Incapacidade Ejaculatória. Apenas os conhecimentos aprofundados em Sexualidade Humana e as técnicas em Terapia Sexual individual e de casal, são recursos ideais para ajudar o paciente a superar satisfatoriamente, e com certa brevidade, essa Disfunção Sexual.

É fundamental, para o sucesso do processo terapêutico, uma avaliação por meio de entrevista e de anamnese detalhada, para estabelecer um diagnóstico e levantar as possibilidades prognósticas.

Em alguns casos, é enriquecedora a presença da(o) parceira(o) na entrevista e durante o trabalho terapêutico.

A terapia sexual também permite ao homem desenvolver aprendizados que não obteve durante seu desenvolvimento psicossexual e/ou pessoal.

Referência Bibliográfica:

Tratando Impotência: https://tratandoimpotencia.pro/como-aumentar-o-pau-creme-macho-man/

MASTERS, W. H. & JOHNSON, V. E. A Reposta Sexual Humana. Roca: São Paulo, 1984.